Bombeiros Defendem que Simulacro no Túnel do Marão sem Aviso Prévio Seria Útil - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 1 de julho de 2018

Bombeiros Defendem que Simulacro no Túnel do Marão sem Aviso Prévio Seria Útil


As corporações de Amarante e da Cruz Branca, de Vila Real, ficaram "satisfeitas" com o treino proporcionado pelo simulacro de incêndio que decorreu, na quinta-feira à noite, no Túnel do Marão.

Apesar de os resultados do exercício ainda não terem sido divulgados, os dois comandantes acreditam que seria útil realizar um simulacro "mais realista", uma vez que os tempos de resposta são influenciados pela existência de automobilistas na via.

"Demoramos 17 minutos entre o quartel e o túnel, que era aquilo que já estávamos à espera. No entanto, estes tempos podem aumentar se o trânsito não estiver cortado, como foi o caso. Seria útil testarmos com trânsito real", sublinhou ao JN o comandante da Cruz Branca, Orlando Matos.

Apesar dos constrangimentos que um simulacro sem aviso prévio pode acarretar, o comandante da corporação de Amarante, Rui Ribeiro, acredita que um exercício desse género permitiria "afinar mais procedimentos". "Um simulacro assim tem vários prós e contras, mas tornaria possível treinar uma situação mais próxima da realidade", afirmou.

O cenário do simulacro consistiu num acidente rodoviário que envolveu um motociclo, que circulava no sentido Amarante - Vila Real, um veículo ligeiro e um miniautocarro. Os meios de socorro foram ativados às 23.40 horas.

A primeira viatura a chegar ao local foi a equipa móvel da concessionária Infraestruturas de Portugal, cinco minutos após o início do exercício. A segunda viatura foi a equipa permanente de bombeiros, instalada recentemente na infraestrutura, e que chegou ao local do sinistro às 23.49 horas. O primeiro veículo de desencarceramento só chegou ao acidente às 00.16 horas.

As operações de socorro prolongaram-se cerca de uma hora, envolvendo 54 operacionais e 17 viaturas, a maioria dos bombeiros da Cruz Branca, de Vila Real, e da corporação de Amarante.

No fim do simulacro, o comandante operacional distrital de Operações de Socorro do Porto, Carlos Rodrigues Alves, explicou que os agentes envolvidos no exercício irão "analisar como correu" e "confrontar com aquilo que está escrito com aquilo que foi pensado", o que dará origem a eventuais ajustamentos.

O secretário de Estado da Proteção Civil, Artur Tavares Neves, fez questão de acompanhar o exercício que, segundo defendeu, serve para "responder à exigência de prevenir riscos". "Conhecendo-os, desenvolvemos os planos de forma a mitigar esses riscos", sublinhou. Artur Tavares Neves acrescentou ainda que "foi um passo muito grande" colocar equipas permanentes de bombeiros no túnel "para responder de imediato a estas situações".

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, sempre reivindicou a realização deste simulacro e lembrou que a palavra de ordem deve continuar a ser "prevenir". "A minha expectativa, em função deste simulacro, é que se possa olhar para o que está feito e melhorar o socorro e a prevenção para melhor os proteger os cidadãos", sublinhou.

JN

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