Praias de Espinho Sem Bombeiros no Socorro a Náufragos - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Praias de Espinho Sem Bombeiros no Socorro a Náufragos


As praias de Espinho não contarão, este ano, com os bombeiros do concelho para apoio ao socorro de banhistas.

"O Corpo de Bombeiros do Concelho de Espinho cessou a atividade de socorro e salvamento a náufragos" diz, em comunicado, o Comando.

A falta de atribuição de meios complementares como uma moto de água e uma moto quatro por parte do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), "a quem compete toda a gestão de recursos nesta área", levou a esta decisão dos bombeiros.

"O ISN comunicou-nos, no passado dia 10, que este ano não iria colocar a habitual moto 4x4 ao dispor do Corpo de Bombeiros". "Este meio esteve sempre disponível nos últimos anos e só em 2017 interveio 24 vezes", lembrou.

Afirma que têm vindo a assistir a "uma total subtração de recursos", entre os quais a não reposição do veículo ISN que foi substituído a custo do Corpo de Bombeiros em 2008; a não reposição do atrelado da embarcação e do respetivo motor; a não reposição da mota de água desde 2011 e, por último, a não reposição da moto 4x4 no corrente ano.

Diz o Comando que "o Corpo de Bombeiros substitui-se ao longo dos anos à incapacidade operacional do ISN, investindo numa área da exclusiva competência da Autoridade Marítima", "cujos meios de salvamento mais próximos se encontram em Leixões".

Pedro Louro, o comandante, diz manifestar a sua preocupação, "sobre missões de socorro que não são da nossa jurisdição e cujo pedido dos equipamentos referidos nem tão pouco é da nossa competência".

Contudo, adianta, "somos nós também que, de facto, temos ao longos dos anos, a par com a prestimosa colaboração de surfistas", "garantido o salvamento a náufragos com meios complementares nas praias de Espinho".

O comandante adianta que não irá "mendigar qualquer recurso". "Estaremos disponíveis para continuar a colaborar nesta área desde que nos atribuam os recursos adequados e formalizem os termos da nossa colaboração", disse.

Até lá, adianta Pedro Louro, "é muito importante que a população perceba que esta não é uma responsabilidade do Corpo de Bombeiros".

JN

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