São Precisos Mil Guardas-florestais em Portugal - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 30 de abril de 2018

São Precisos Mil Guardas-florestais em Portugal


Em Portugal, o Corpo Nacional da Guarda Florestal foi extinto em 2006 e os profissionais do sector foram inseridos no Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR. Em 2016, 317 guardas-florestais integraram este novo serviço. Este ano, existem somente 300 guardas-florestais e serão contratados 200 em 2018. Estima-se que são precisos mil. 

Em declarações ao Jornal de Notícias, o guarda-florestal Miguel Moura sublinha que é preciso reservar tempo para a prevenção e para o trabalho prático de conhecer o terreno, de forma a conseguir salvaguardar a área florestal. "No ano passado, passei entre oito e nove meses a tratar apenas de questões relacionadas com os incêndios, nomeadamente a fazer a cartografia da área ardida, a avaliação dos prejuízos e apuramento das causas. Não houve tempo para fazer qualquer prevenção", conta Miguel Moura.

Moura dá também o exemplo do Destacamento da GNR de Felgueiras que é responsável por 3 municípios, mas só dispõe de dois guardas-florestais presentemente.

O dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFPS), Rui Raposo, referiu também ao Jornal de Notícias que dos 317 profissionais integrados em 2016 restam 303, destacados na sua maioria entre o Tejo e Minho. "Há distritos, como Portalegre e Beja, que só têm quatro guardas-florestais."

Após a extinção do Corpo, o governo tem recusado diversas vezes a reactivação do estatuto e Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna em 2016, afirmou nesse ano que carreira de guarda-florestal "deixou de ter qualquer tipo de continuidade".

O actual ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garantiu em sessão parlamentar no início deste mês que Portugal está "mais preparado do que alguma vez esteve para enfrentar" os incêndios florestais, uma vez que a prioridade deste ano relativamente ao problema passou pela prevenção.

O governante garantiu também que haverá uma "gestão flexível" de meios aéreos, que estarão disponíveis todo o ano, e que os bombeiros voluntários vão ter "o maior nível de profissionalização que jamais existiu". "Teremos 79 novas equipas até ao verão, o que permitirá aumentar 1.300 os bombeiros profissionais apoiados pelo Estado e, até ao final do ano, teremos 300 equipas profissionais nos bombeiros a nível nacional", afirmou Eduardo Cabrita.

Fonte: Sábado.pt

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