"Não vamos ficar calados para sermos ressarcidos dos prejuízos" - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 14 de março de 2018

"Não vamos ficar calados para sermos ressarcidos dos prejuízos"


O relatório sobre o fogo que atingiu o concelho de S. Pedro do Sul, em 2016, aponta várias falhas. Autarquia quer ser compensada pelos prejuízos, à semelhança do que acontece com os incêndios de 2017.

A Câmara de S. Pedro do Sul diz que não se vai calar para ver ressarcidos os prejuízos que as chamas causaram no concelho em agosto de 2016, depois de um inquérito sobre o fogo - que chegou a S. Pedro do Sul a partir do concelho vizinho de Arouca - ter detetado várias falhas.

Falta de coordenação e a presença de comandantes ilegais no terreno foram algumas das conclusões da investigação que a TSF apresentou em primeira mão e que o ministério da Administração Interna encaminhou para o Ministério Público.

O presidente do município considera que o relatório agora conhecido "só peca por tardio". "[O resultado] vem ao encontro daquilo que eu dizia na altura: falta de coordenação, falta de apoio", afirmou Vítor Figueiredo, esta quarta-feira, em conferência de imprensa.

O autarca socialista disse ainda esperar que "daqui para a frente, [este caso] venha a servir de exemplo até porque a Autoridade Nacional da Proteção Civil vai ser alertada para aquilo que aconteceu".

O fogo consumiu 8.680 hectares de floresta e mato, o que corresponde a 25% da área concelhia. As chamas destruíram sete habitações, cinco veículos e dezenas de estruturas de apoio agrícola. Só as infraestruturas da autarquia tiveram um prejuízo de 500 mil euros.

Ao contrário do que aconteceu nos incêndios de 2017, nem a câmara municipal, nem os agricultores foram ajudados pelas entidades estatais. Face aos resultados do inquérito, o vice-presidente da autarquia, Pedro Mouro, avisou já que S. Pedro do Sul vai lutar por fazer valer os seus direitos.

"Nós sentimo-nos prejudicados. Estamos a retirar do orçamento da câmara para 2016, 2017 e 2018 verbas, que podiam ser afetas a resolver problemas prementes da população, para colmatar prejuízos causados por incêndios e, portanto, sentimo-nos prejudicados. Vamos agora repensar tudo isto e não vamos ficar calados para sermos ressarcidos destes prejuízos", afirmou.

TSF

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