Federações dos Bombeiros esperam que Governo "não defraude as expectativas" - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 4 de março de 2018

Federações dos Bombeiros esperam que Governo "não defraude as expectativas"


O Conselho das Federações dos Bombeiros Portugueses congratulou-se hoje pelo trabalho negocial com o Governo e espera que este "não defraude as expectativas", afirmou o presidente da Liga.

"Este Conselho manifestou a congratulação pelo trabalho negocial que a Liga dos Bombeiros tem vindo a desenvolver com o Governo e que os bombeiros portugueses manterão firmes os seus propósitos de apoio ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais [DECIF], como nunca esteve em causa", disse hoje o presidente da Liga, Jaime Marta Soares, que falava aos jornalistas no final da reunião com as 18 federações distritais do continente, que decorreu em Coimbra.

No entanto, frisou Jaime Marta Soares, na reunião ficou também claro que os bombeiros estão expectantes "de saber se o Governo é merecedor da confiança" depositada, esperando-se respostas às reivindicações da Liga até 30 de março.

"Desejamos que o Governo não desmereça a confiança que nele depositamos e que leve as negociações até ao fim. Se não, seria muito mau e poria em causa tudo aquilo que temos vindo a fazer", sublinhou.

Para o responsável da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), há várias questões "que têm de ser resolvidas", entre elas os ajustes nas compensações aos operacionais que estão no terreno e o aumento de equipas de intervenção permanente, com a criação de 120 equipas (cada uma com cinco profissionais).

"É uma chamada de atenção ao Governo para que cumpra aquilo que tem que cumprir com os bombeiros. Porque, senão, a qualquer momento, os bombeiros portugueses não deixarão de tomar as atitudes consentâneas com a falta de sentido de responsabilidade que possam ter em relação a nós", asseverou Jaime Marta Soares.

Em dezembro passado, a LBP deu um prazo de 45 dias para obter respostas do Governo às propostas de reformas que defende para o setor, nomeadamente uma direção nacional dos bombeiros autónoma e independente, com orçamento próprio, um comando autónomo dos bombeiros, a criação de zonas operacionais e respetivos comandos operacionais, a instalação de mais 250 equipas especiais de primeira intervenção, a alteração do regulamento das equipas e massa salarial ou a criação de comissões distritais de reequipamentos.

Fonte: DN

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