Bombeiros respondem aos autarcas: “A nossa função não é limpar florestas” - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Bombeiros respondem aos autarcas: “A nossa função não é limpar florestas”


Bombeiros dizem que não têm vocação, meios ou tempo para ajudar as câmaras a limpar mato. “Estamos ocupadíssimos. Não se esqueçam que está a haver 280 incêndios por dia”, afirma Jaime Marta Soares.

O presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, responde negativamente ao repto lançado pelas autarquias, que admitem chamar os bombeiros para limpar as florestas.

Em declarações à Renascença, Jaime Marta Soares diz que percebe a situação em que o Governo colocou as autarquias e compreende que elas não estão preparadas, mas avisa que os bombeiros não têm disponibilidade.

“Não conseguiram fazer em 40 anos o que querem que se faça agora em quatro meses. Isto é uma coisa absolutamente insólita e surrealista", declara.

Marta Soares sublinha que a função dos bombeiros é prestar o socorro e não limpar as florestas. Os bombeiro nem sequer têm equipamentos para fazer essa limpeza: “Quanto a chamar bombeiros a esta função, lamento ter que dizer que não é possível, até porque os bombeiros já estão ocupadíssimos. Não se esqueçam que está a haver 280 incêndios por dia.”

“Os bombeiros estão altamente empenhados na sua função e a sua função não é limpar florestas. A nossa grande função é de socorro imediato, na emergência, não se podem dispersar em circunstância alguma, até porque não têm capacidade, estrutura, equipamentos para fazer a limpeza das florestas”, sustenta Jaime Marta Soares.

A Liga dos Bombeiros recusa o pedido deixado esta segunda-feira na Renascença pelo presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Manuel Machado disse que as câmaras tinham de recorrer aos bombeiros voluntários e sapadores para a limpeza das florestas, uma vez que as autarquias não têm mão de obra nem maquinaria para o fazer.

Na sequência dos grandes incêndios do ano passado, o Governo definiu como 15 de março como prazo máximo para a limpeza das florestas.

Renascença

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