Bombeiros Vizinhos Ajudam S. Pedro de Sintra a Assegurar Socorro - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Bombeiros Vizinhos Ajudam S. Pedro de Sintra a Assegurar Socorro


Os bombeiros de São Pedro de Sintra têm um novo comandante, apesar de contestado por alguns funcionários e voluntários, estando assegurado o socorro à população com o apoio de outras corporações.

"Estamos a tomar medidas para, dentro do possível, admitir alguns bombeiros para não faltar socorro às populações, mas também já temos acordo com Alcabideche [Cascais], Sintra e Algueirão para o socorro necessário dentro da nossa área de jurisdição", explicou à Lusa Joaquim Duarte.

O presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra adiantou que "tomou hoje posse" como novo comandante da corporação Rogério Pereira, que tinha sido escolhido para substituir Pedro Ernesto Nunes, que pediu a demissão por motivos pessoais.

O novo comandante, formador na Escola Nacional de Bombeiros, foi adjunto na corporação, mas a sua designação tem sido contestada por alguns bombeiros voluntários e do quadro. Alegam que "não reúne" a confiança da maioria da corporação.

"Foram efetuados 17 pedidos de dispensa de escala, por colaboradores da instituição, e 23 pedidos de inatividade por voluntários. Todos estes pedidos foram considerados e deferidos pelo comandante em regime de substituição", revelou Joaquim Duarte, admitindo que os pedidos, por 90 dias, visaram pressionar a direção para não dar posse ao novo comandante.

O presidente da direção salientou que, após outros dois candidatos ao lugar lhe terem faltado ao respeito, foi entendido que seria melhor para a associação, por precisar de "estabilidade e disciplina", a nomeação de Rogério Pereira.

Além da eventual contratação de bombeiros, a direção irá "ver juridicamente, junto da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a legitimidade dos pedidos [de dispensa], porque os motivos invocados pelos funcionários são todos iguais, de ordem pessoal".

"Não irei permitir que, em determinadas coisas, como o socorro à população, haja outros interesses por trás, que possa levar uma instituição com mais de 100 anos a que não possa socorrer as pessoas", frisou Joaquim Duarte.

O dirigente da associação disse estranhar que o comandante em regime de substituição tenha despachado todos os pedidos "num dia, sem um motivo especial" e assegurou que o período noturno será assegurado com alguns voluntários e funcionários que não aderiram ao protesto.

A corporação possui um efetivo de 74 elementos, mas 12 já antes tinham pedido a inatividade durante o comando de Pedro Ernesto Nunes, que acumulou durante algum tempo com o cargo de coordenador operacional do Serviço Municipal de Proteção Civil de Sintra, que mantém.

O presidente da direção esclareceu que, se durante o dia pode contar com todos os funcionários, os momentos mais críticos serão entre as 21 horas e as 07 horas, período em que terá, "no mínimo, cinco bombeiros", contando com a colaboração das corporações vizinhas.

A Lusa contactou o comandante em regime de substituição, que remeteu quaisquer declarações para a direção da corporação.

Fonte: JN

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