Bombeiros de Figueiró dos Vinhos Vão Ter Cinco Novas Viaturas - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Bombeiros de Figueiró dos Vinhos Vão Ter Cinco Novas Viaturas


O almoço de Natal deste ano na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos revelou algumas surpresas, é que, depois da tragédia deste verão, nos próximos meses vão chegar àquela corporação cinco viaturas novas.

Carlos Quintas, presidente da associação humanitária revelou assim que uma viatura, devidamente equipada e no valor de 180 mil euros, fruto do jogo da Supertaça Cândido de Oliveira de agosto, chegará no primeiro trimestre de 2018. A fábrica Mitsubishi do Tramagal ofereceu uma viatura em chassi no valor de 60 mil euros e que será entregue dia 22. “Para esta viatura se tornar operacional a associação tem que despender de 48 mil euros”, informou o presidente que conta com o apoio dos figueiroenses para tal. 

Outra viatura e equipamentos foram oferecidos por uma corporação do Luxemburgo. Carlos Quintas deixou ainda uma palavra de conforto ao comandante dos bombeiros de Pedrógão Grande, recentemente constituído arguido no caso dos trágicos acontecimentos do incêndio de 17 de junho.

Para equipar algumas das novas viaturas que vão chegar à corporação e uma outra que foi candidatada ao programa POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), os bombeiros contam com o apoio da câmara, deixou explicito Jorge Abreu, presidente de autarquia figueiroense. Assim a câmara “irá apoiar na candidatura de apoio a um carro de combate a incêndios. A câmara assume a restante comparticipação para que a viatura possa ficar sem custos para a corporação”, disse, ciente de que “não fazemos mais que a nossa obrigação”.

João Cardoso presidente da Assembleia Geral de sócios lembrou o verão atípico em que os bombeiros deram tudo para minimizar a tragédia, no entanto é com tristeza e um misto de revolta que vê o que está a acontecer, pois “são eles que agora, volvidos seis meses, arcam com as consequências do que não correu bem”, disse, considerando que “constituir arguido um bombeiro voluntário é ainda pior”.

João Cardoso desejou ainda que estas situações “não abrandem a dedicação e a abnegação destes homens e mulheres em estarem sempre disponíveis”.

Por outro lado, Paulo Renato, comandante da corporação, agradeceu “a todas as pessoas e entidades que nos ajudaram e apoiaram nas horas mais difíceis desta catástrofe” e, mesmo sabendo da incapacidade de fazer melhor, pediu “desculpa a todos os que perderam familiares e amigos e a quem perdeu os seus bens”. Defendendo os soldados da paz, disse que “onde estiveram, o que fizerem foi bem feito e seguiram as indicações do comandamento com toda a dedicação e empenho no que diz respeito a salvar pessoas e seus bens, mesmo pondo as suas vidas em risco”.

Paulo Renato não esqueceu também os seus colegas comandantes de Castanheira de Pera, José Domingos e de Pedrógão Grande, Augusto Arnauth, em particular este último por ter sido constituído arguido no processo dos incêndios de 17 de junho.

Fonte: Radio Condestável

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