Suspeito de Incêndios na Madeira Condenado a Três Anos de Prisão Efetiva VIDA DE BOMBEIRO: População de Belazaima, Castanheira e Agadão Não Brinca com o Fogo

sábado, 16 de setembro de 2017

População de Belazaima, Castanheira e Agadão Não Brinca com o Fogo


A Unidade Local de Proteção Civil (ULPC) é determinante para salvaguardar parte da importante mancha florestal do concelho de Águeda (c/áudio).

Uma zona junto à serra do Caramulo, de grande valor económico, por exemplo, no que toca a plantações de eucalipto.

O dispositivo de quatro dezenas de voluntários e 10 viaturas tem sido muito eficaz para controlar rapidamente as ignições e os pequenos incêndios. 

Na vigilância e trabalhos de limpeza, nomeadamente de acessos, atuam as brigadas de funcionários da União de Freguesias de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão.

Um território que concentra quase 40% da mancha florestal aguendense. São 90 km2 que dão sustento a muitos pequenos proprietários e de que dependem, também, as grandes empresas do sector da pasta de papel.

Desde há cerca de 30 anos, com a excepção de 1992, que não há registo de grandes incêndios deflagrados nas povoações em causa. 

O que se explica, em grande medida, pela vigilância permanente e a capacidade de resposta da ULPC, a única com estas caraterísticas existentes no País, herdeira das associações de proteção civil e humanitária de Belazaima do Chão e Castanheira do Vouga. Em Agadão, existe uma seção dos bombeiros de Águeda, que têm o comando das operações de todos os meios disponíveis.

2016 não está a ser diferente dos anos anteriores, com apenas dois fogos, de pequenas dimensões.

União trouxe operacionalidade maior

"Tínhamos as associações de proteção civil, depois essas estruturas passaram para a União de Freguesias, o que trouxe mais operacionalidade. São pessoas conhecedoras do terreno, o que é muito útil para atuar ao primeiro foco de incêndio", explicou o presidente da Junta, Vasco Oliveira, por inerência também responsável da ULCP. 

A vigilância é permanente, mas reforçada de acordo com os alertas, por exemplo de temperaturas altas, difundidos pela Autoridade Nacional Proteção Civil (ANPC). 

A ULPC atua sempre em estreita interligação e son comando dos Bombeiros de Águeda. "Louvamos o seu trabalho, têm sido excepcionais", elogiou o autarca.

Os encargos com os meios, fardamentos e seguros são suportado por empresas e proprietários florestais, com ajuda indispensável das autarquias e vários beneméritos. 

Depois de um investimento na ordem dos 120 mil euros no parque de viaturas, está em vias de ficar operacional mais um auto-tanque (40 mil euros).

45 voluntários abandonam os seus trabalhos nos vários pontos das freguesias ao primeiro toque das sirenes. Normalmente, quando os bombeiros de Águeda chegam os homens e mulheres da proteção civil já têm os fogos dominados.

A maior precupação das gentes das aldeias de Belazaima, Castanheira e Agadão são os incêndios que chegam de localidades vizinhas, como aconteceu em 2005 (Mortágua) ou em 2013 (Caramulo).

"Andamos no terreno, as populações conhecem-se umas às outras. É mais difícil os estranhos entrarem aqui. Temos funcionários repartidos pela floresta, com kits de trabalho. Aproveitam para fazer vigilância. Mas também estamos sempre a arranjar caminhos, com máquinas, facilitando acessos em pontos estratégicos", adiantou Vasco Oliveira.

Fonte: http://www.noticiasdeaveiro.pt/
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