Suspeito de Incêndios na Madeira Condenado a Três Anos de Prisão Efetiva VIDA DE BOMBEIRO: Pedrógão Grande: Marta Soares quer que inquérito apure tudo o que se passou ao pormenor

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Pedrógão Grande: Marta Soares quer que inquérito apure tudo o que se passou ao pormenor


O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses disse hoje que não vai deixar esquecer a tragédia de Pedrógão Grande e adiantou que não deixará de reclamar para que o inquérito apure tudo o que se passou ao pormenor.

"(...) Não deixaremos de, todos os dias, reclamar para que este inquérito que está a ser feito apure tudo ao pormenor", afirmou Jaime Marta Soares aos jornalistas, à margem da cerimónia de assinatura dos protocolos para constituição de postos de emergência médica (PEM) nas corporações de bombeiros de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pera e de substituição em Góis e Figueiró dos Vinhos.

Este responsável sublinhou que neste momento não há espaço para guerrilhas político-partidárias e adiantou que a Liga dos Bombeiros Portugueses não deixará de ter uma voz ativa.

"Com isto [guerrilhas] só estão a dar tiros nos pés", sustentou.

Já em relação à comissão independente que foi constituída, considera que a mesma devia integrar pessoas da área do combate que conhecem o terreno.

"Aqui não há os sabe tudo. A voz dos que estão no terreno é muito importante", frisou.

Marta Soares adiantou que o objetivo neste momento deve de ser o de fazer coisas para evitar este tipo de situações que ocorreram em Pedrógão Grande.

"Este tipo de situações não pode voltar a acontecer. Se voltar a acontecer é a falência total do Estado", concluiu.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.
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