Quarenta bombeiros da Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal (AHBMCS) recorreram para o tribunal, onde reclamam 10 milhões de euros à própria instituição.
Em causa está o pagamento de horas extraordinárias, dias de trabalho e juros de mora. Este não é caso único: os trabalhadores seguiram o exemplo de C. S., um antigo funcionário despedido por justa causa em 2012 por comportamento inadequado com pacientes (tinha acesso aos números de telefone e às moradas das doentes que eram transportadas pelos bombeiros e foi acusado de assediar várias utentes), que exigiu em tribunal uma indemnização de 260 mil euros.
O Tribunal da Relação deu razão ao bombeiro e confirmou que este tem direito a receber os 260 mil euros (em horas extraordinárias, dias de trabalho e juros).
A Associação de Bombeiros não tem dinheiro para pagar e avançou para o Plano Especial de Revitalização (PER). Os 40 bombeiros que agora exigem 10 milhões de euros estão na lista de credores.
Entretanto, C.S. conseguiu, através do Tribunal do Trabalho do Barreiro, o arresto das contas bancárias da Associação de Bombeiros. Mas na semana passada a decisão judicial foi suspensa, libertando as contas.
Ao CM, o presidente da Associação de Bombeiros, António Matos, diz temer pela continuidade da associação, que conta com cerca de 90 funcionários. "A associação atravessa muitas dificuldades e esta situação põe em risco a sua sobrevivência", alerta o responsável.
Assediava as doentes "Ligava constantemente para o telemóvel, assediando-me sexualmente" ou perguntava "se queria fazer amor com ele" – estas são algumas das queixas de doentes que eram transportadas pelos bombeiros, que resultaram no despedimento de C. S.
Fonte: Correio da Manhã

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