O grupo parlamentar do PSD apresentou hoje um requerimento a solicitar seis audições para esclarecer os atrasos na resposta do INEM.
No documento, a que o i teve acesso, os deputados invocam as afirmações do presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica numa audição que teve lugar na passada quarta-feira. Luís Meira reconheceu nessa ocasião “a existência de expressivos atrasos nos tempos de atendimento das chamadas de emergência, bem como a existência de uma significativa escassez de meios e recursos naquele organismo”, sublinham os deputados.
O PSD pretende ouvir a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, a Comissão de Trabalhadores do INEM, o Sindicato Técnico de Emergência Hospitalar, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública. As audições terão de ser aprovadas pela comissão parlamentar de saúde.
“Esta situação, na medida em que compromete necessariamente a eficácia do socorro às populações, suscita a maior preocupação e deve justificar um melhor esclarecimento dos factos por parte da Comissão de Saúde junto das entidades e agentes que mais diretamente conhecem a realidade concreta do funcionamento da emergência médica a cargo do INEM”, argumentam os deputados.
Na audição, Luís Meira revelou que entre 2013 e 2016 o número de chamadas de emergência atendidas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes passou de 1.150.107 milhões para 1.370.348 milhões. O responsável assumiu que entre dezembro e janeiro, o tempo de atendimento regrediu, atingindo os 18 segundos. Em 2013, o tempo médio de resposta eram nove segundos.
O responsável garantiu que, atualmente, a média rondará os 13 segundos, ainda assim o dobro do recomendado: as regras internacionais estipulam que o atendimento deve ser feito em sete segundos. Ainda assim, disse Luís Meira, “o nível de resposta, ou seja o tempo de chegada dos meios às ocorrências que desses meios requerem, não tem sido significativamente afetado".
"É verdade, há exceções, há notícias e monitorizamos em permanência o que vai acontecendo tentando encontrar formas de melhorar”, afirmou Luís Meira.
Fonte: Sol

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