A Direção dos Bombeiros Voluntários de Cete (Paredes) não irá marcar a reunião magna solicitada pelo presidente da Assembleia-Geral (AG), Saúl André Ferreira, na sequência de um abaixo-assinado subscrito por 129 sócios, a exigir a demissão dos membros daquele órgão. Alegam os diretores que muitas dessas assinaturas foram “falsificadas” e que as restantes não expressam “uma declaração de vontade por parte de qualquer associado”, uma vez que estas não constam de um documento a pedir a realização da referida AG.
Ao JN, a Direção acrescenta que irá, inclusive, avançar com uma queixa-crime, por “difamação e ataque ao bom nome da instituição e de quem a representa”, contra “as quatro ou cinco pessoas” que estão na origem de um processo que levou à demissão de 31 bombeiros.
Na resposta enviada ao requerimento apresentado por Saúl André Ferreira, a Direção garante que “a competência para a convocação de AG extraordinárias está cometida” apenas a si e defende que, se o presidente da AG avançar com uma convocatória, “praticaria um ato manifestamente ilegal”.
Depois, alegam que os “requisitos legais e estatuários” para a marcação de uma AG extraordinária não estão cumpridos, explicando que “não existe qualquer nexo entre as pretensas ‘assinaturas’ e o pedido de requerimento”.
No mesmo documento, consultado pelo JN, a Direção sustenta que “verificam-se fortes indícios de que várias das ‘assinaturas’ terão sido falsificadas, dado que, em muitas delas, a letra foi manifestamente efetuada pelo mesmo punho”.
Em suma, para a Direção dos Bombeiros de Cete, não estão respeitadas “as formalidades essenciais” para que seja marcada a AG requerida por Saúl André Ferreira. “A Direção não recusa convocar qualquer AG. Mas apenas a convocará quando forem cumpridas minimamente as regras”, afirma ao JN.
Pormenores
Bombeiros exigem demissões
- Em 20 de janeiro, 31 bombeiros (a Direção confirma apenas 23) pediram a passagem ao Quadro de Reserva e deixaram de prestar serviço. Na ocasião, justificaram a atitude com fortes críticas ao comandante e aos diretores.
129 sócios pedem AG
- Na posse de um abaixo-assinado subscrito por 129 sócios, Saúl André Ferreira exigiu a realização de uma AG com um único ponto: destituição da Direção. O dirigente prometeu recorrer ao Tribunal se a reunião não fosse marcada.
Socorro não está em causa
- A Direção assegura que os “Bombeiros de Cete não estão fechados, nem num impasse”. E salienta que, dos “80 voluntários, 57 continuam operacionais”, tendo efetuado, entre 19 de janeiro e 14 de fevereiro, 501 serviços.
Fonte: JN

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