O Centro Operacional do Norte do 112 entrou em funcionamento com o atendimento das chamadas do distrito da Guarda, prevendo-se que até abril esteja concluída a execução do projeto a nível nacional.
Em declarações à agência Lusa, na véspera de se assinalar o Dia Europeu do 112, o coordenador nacional do serviço 112, intendente Carlos Martins, adiantou que "o centro norte arrancou há duas semanas", estando neste momento a atender o distrito da Guarda.
"Prevê-se para muito breve que se inicie a integração dos restantes distritos a norte do país neste centro" e que até final de abril se conclua o projeto a nível nacional com a integração dos distritos de Lisboa e Setúbal no Centro Operacional do Sul, disse o intendente Carlos Martins.
O Centro Operacional do Norte do 112, que teve um investimento de oito milhões de euros, vai fazer o atendimento de nove distritos do país: Coimbra, Aveiro, Guarda, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Bragança e Vila Real.
Este serviço será articulado com o Centro Operacional do Sul, em funcionamento desde 2009, que atende atualmente os distritos de Santarém, Portalegre, Évora, Faro, Beja, Castelo Branco e Leiria e passará a abranger também Lisboa e Setúbal.
O centro operacional é um sistema de base tecnológica que permite receber várias chamadas em simultâneo e possibilita um atendimento especializado e a identificação das chamadas falsas ou que não são de emergência.
Sobre as vantagens deste projeto, o intendente Carlos Martins afirmou que "torna o atendimento do 112 muito mais eficaz".
"Antigamente quem tinha necessidade de socorro ligava para a linha de emergência, que fazia uma primeira triagem e passaria o telefonema para a entidade com capacidade de responder", tendo a pessoa de contar de novo a sua história.
Neste momento, a pessoa liga 112 e é atendida por um "operador especializado e profissionalizado" que "recolhe toda a informação acerca da situação e a transmitirá digitalmente às forças e serviços de resposta à emergência e a pessoa só terá que relatar o facto uma vez", a "não ser que seja um caso de emergência médica", explicou o coordenador do serviço.
Por outro lado, o facto de haver "uma menor dispersão de pontos de atendimento", permite "uma maior capacidade de resposta, tornando este processo muito mais rápido e fazendo com que o socorro chegue mais celeremente onde é necessário", adiantou.
Analisando o número de chamadas que chegam ao 112, o intendente Carlos Martins disse que se tem mantido estável, situando-se em cerca de 20 mil por dia.
"Uma coisa que nos preocupa é que o número de chamadas que não são de emergência também se tem mantido estável", disse, sublinhando que é uma situação que tem de ser combatida.
Segundo o responsável, do total das chamadas para o 112, entre 70 a 75% não são situações de emergência.
"A maior parte destas chamadas são distrações, enganos ou aquilo a que chamamos chamadas de bolso, porque os telemóveis, mesmo estando bloqueados, conseguem fazer a chamada 112", sublinhou.
Para combater esta situação, Carlos Martins apelou a que as pessoas "tenham uma maior consciência na utilização deste número de modo a que esteja mais disponível para quem realmente necessita dele".
Fonte: JN

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