Foi ontem rubricado o acordo que permite a aplicação das 35 horas semanais na Companhia dos Bombeiros Sapadores de Braga (CBSB) e, ao mesmo tempo, assegurar os turnos necessários para garantir o serviço de protecção civil à população.
O acordo foi ontem assinado entre a Câmara Municipal de Braga, pela mão do presidente, Ricardo Rio, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP), representados pelo presidente do sindicato, Sérgio Carvalho.
A assinatura marca um dia histórico, não só pelo acordo em si, mas porque o primeiro turno da CBSB já pernoitou no novo quartel, fazendo a transição dos próximos turnos para as novas instalações, já oficialmente inauguradas.
O presidente do SNBP fala de “uma mudança de paradigma” no que toca aos bombeiros e à Protecção Civil em Braga, aludindo ao novo quartel, novo fardamento, novos equipamentos e uma recruta que vai permitir integrar 15 novos elementos na Companhia de Sapadores de Braga.
Sérgio Carvalho acredita que a aplicação das 35 horas semanais e a regulamentação dos horários de trabalho “vai reflectir-se na melhoria das condições de trabalho” dos bombeiros sapadores.
Sobre o executivo liderado por Ricardo Rio elogiou a “disponibilidade para ouvir e resolver os problemas”, exemplificando com a formação, tendo sido ministradas mais de 2300 horas de formação em diferentes áreas aos elementos da CBSB, o que a coloca entre as companhias que mais receberam formação, em Portugal, nos últimos meses.
Por outro lado, a existência de 21 elementos por turno aumenta a operacionalidade, garante Sérgio Carvalho.
Quanto à aplicação das 35 horas semanais, o município optou por manter os turnos, apesar de isso implicar mais encargos financeiros em trabalho extraordinário.
O presidente da Câmara confirmou ontem que a aplicação das 35 horas semanais na CBSB implica um acréscimo de custos anuais na ordem dos 200 mil euros e que a extrapolação para o universo municipal dispara os custos para os 500 mil euros.
Ricardo Rio argumenta que cumpre a lei, mas admite que irá ter que “acomodar” os custos extra no orçamento municipal.
O edil bracarense realça que a área dos bombeiros é “particularmente sensível porque a migração para as 35 horas cria dificuldades acrescidas na constituição dos turnos”. Neste contexto, “foi necessário chegar a um acordo que definisse o funcionamento da corporação municipal, em particular em época de dispositivo especial de combate a incêndios florestais, como a que se vive actualmente”.
Ricardo Rio congratulou-se com o acordo obtido e ontem assinado, lembrando que as soluções têm que ter em conta o interesse dos bombeiros, as condições de trabalho e o serviço público de protecção civil à população.
Fonte: Correio do Minho

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