As três vezes que Irene Costa ligou para o 112 a pedir ajuda para a mãe, de 88 anos, obteve a mesma resposta: a situação descrita não justificava acionar qualquer meio de socorro.
Ainda ligou para os bombeiros e Cruz Vermelha mas também não conseguiu transporte. Sem alternativa e com o estado de Maria do Céu Bernardes, residente em Casais Velhos, Montemor-o-Velho, a agravar-se, chamou um táxi, na madrugada de terça-feira. Quando chegaram ao Hospital dos Covões, em Coimbra, eram 07h30: a Urgência só abria às 09h00.
A idosa estava em paragem cardiorrespiratória. Foi socorrida por uma equipa médica, que conseguiu reverter a situação. "A minha mãe já andava com diarreia e estava muito fraca, mas nessa noite ficou pior", conta Irene Costa. Fez o primeiro contacto para o 112 às 06h28. Depois de lhe fazerem várias perguntas, concluíram que o caso não era urgente. "Disseram que podia haver um acidente e alguém morrer por auxiliarem a minha mãe", recorda. Aconselharam-na a ligar para os bombeiros.
"Mas eles só tinham pessoal para o transporte de doentes a partir das 08h00", descreve. Tentou a Cruz Vermelha, mas diz que ninguém atendeu. Voltou a ligar o 112 mas "disseram a mesma coisa". O INEM confirma ter recebido as chamadas, mas diz que os sintomas referidos "em momento algum indicaram estar-se perante uma situação que carecesse de ambulância de emergência".
Fonte: CM

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