Durante o período crítico, os meios de combate a incêndios em Pombal, distrito de Leiria, vão contar com a ajuda de 137 voluntários em brigadas autárquicas, espalhadas pelas diferentes freguesias do concelho.
Os homens e mulheres que participam nas brigadas autárquicas de voluntários de Pombal vão assumir um papel "fundamental" na área da "sensibilização, vigilância e primeira intervenção", estando disponíveis durante a semana e fim de semana, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Diogo Mateus, à margem da apresentação das equipas, que decorreu durante a manhã no Centro de Meios Aéreos do concelho.
A iniciativa, lançada pelo município há cerca de dez anos, tem registado um aumento contínuo de voluntários, que vão trabalhar em coordenação com as equipas de intervenção permanente durante o período crítico, num concelho em que cerca de 60% da sua área é terreno florestal, informou.
As brigadas, distribuídas por quase todas as freguesias de Pombal (com exceção para algumas onde existem forças de bombeiros em permanência), garantem uma presença "sistemática no território de cada freguesia", sendo também um elemento "dissuasor de comportamentos menos adequados", explanou Diogo Mateus.
A maior proximidade alcançada com os voluntários permite também que a própria sensibilização em torno das boas práticas de prevenção de incêndios ganhe outra dimensão, realçou.
Durante o seu discurso, Diogo Mateus, dirigindo-se aos voluntários que se preparavam para receber formação, salientou a "enorme generosidade" destes cidadãos, alertando ainda para a necessidade de garantirem sempre a sua própria segurança.
O membro do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, João Fernandes, sublinhou que estas brigadas são "uma peça fundamental no sistema" de prevenção e combate a incêndios.
"São pessoas que conhecem o terreno e que conhecem as pessoas. São muito importantes no alerta e na primeira intervenção", referiu.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Pombal, desde que existem as brigadas, "notou-se uma redução do número de ocorrências", sublinhando que, sendo pessoas que estão no meio das localidades, torna "mais fácil passar a palavra".
De acordo com o município, nos últimos dois anos "a intervenção rápida" das brigadas já permitiu resolver pequenos focos de incêndio e detetar várias situações anómalas.
Em 2015, registou-se uma área ardida de 128 hectares no concelho, sendo que 80% dessa área foi consumida pelas chamas fora do período crítico, no qual as brigadas autárquicas não funcionam.
Nesse ano, participaram 120 cidadãos.
Fonte: Noticias ao Minuto

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