A Autoridade Nacional de Proteção Civil indicou esta terça-feira que desconhece qual o valor da reparação dos três helicópteros Kamov, estando esta dependente da avaliação que vai ser feita por uma equipa russa.
"Não temos a mínima noção (do custo financeiro da reparação) por isso é que vem cá a equipa russa para justificar os valores de uma forma muito detalhada que vierem a ser levantados, porque todas as opções estão em cima da mesa, desde a reparação à não reparação", disse aos jornalistas o presidente da ANPC, major-general Francisco Grave Pereira.
Numa conferência de imprensa para balanço da fase "Charlie" do Disposto Especial de Combate a Incêndios Florestais, o presidente da ANPC adiantou que a equipa russa deverá chegar a Portugal, durante esta semana, para fazer uma avaliação aos três helicópteros pesados da frota do Estado, devendo esse levantamento estar concluído no final do mês de setembro.
Em causa está a reparação do Kamov que sofreu um acidente há dois anos durante o combate a um incêndio e dos outros dois helicópteros inoperacionais que, apesar de estarem previstos, não integraram o dispositivo deste ano.
O presidente da ANPC sublinhou que os três Kamov estão em condições de serem reparados, existindo, porém, "a questão financeira associada a essa reparação".
Francisco Grave Pereira afirmou que a reparação será decidida "em função do que for apurado desse levantamento, que é de grande detalhe".
Dos 49 meios aéreos previstos para a fase mais crítica em fogos, que termina a 30 de setembro, fazem parte do dispositivo de combate 47 desses meios, faltando dois Kamov.
Fonte: JN