O programa semanal "Sexta às 9", emitido na RTP-1, abordou a problemática dos incêndios florestais.
Especulou sobre os gastos, que duplicaram na última década, largando a frase " (este ano) ardeu bem menos, mas gasta-se mais (73 milhões de €)".
Não vou por aí.
Prefiro retirar do programa uma evidência (dispensável) e uma afirmação (expectável).
1. Os vigias florestais, sem exigência de formação especial, recebem 20€ de compensação, por 8 horas de trabalho, sensivelmente metade do que recebem os bombeiros, por 24 horas, com risco incomparável;
2. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses afirmou, peremptoriamente, preto no branco, não deixando dúvidas:
" Não vamos permitir que continue a compensação de 45€ às ECINs e o tempo de serviço não pode exceder as 12 horas. se for preciso, vai ser uma exigência e uma imposição".
Quer a compensação, quer o tempo de descanso e de recuperação, são questões essenciais na construção de um Dispositivo motivado e mobilizado.
Acho muito bem que a Liga faça finca- pé nestas questões nucleares, o que já tardava, e noto que já podia, e devia, ter mostrado esta genica nos anos anteriores.
O próximo governo e o novo MAI que se cuidem, que estes, que terminam agora o mandato, estranhamente, ou talvez não, não tiveram tanto assim com que se preocupar, foi tudo brando e cortês de mais, não houve agitação, tudo conformado e anestesiado, quase deu para adormecer.
Vamos ficar atentos...a tudo.
Rebelo Marinho in "O Zingarelho"

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