Segundo avança o Jornal das Caldas, na sua edição de hoje, através da jornalista Marlene Sousa, o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) em Caldas da Rainha, comunicou à família a morte de uma doente que afinal estava viva.
O insólito aconteceu no passado dia 13 de Setembro, tendo uma troca de números de telefone originado esta embaraçosa situação.
Maria Helena de Andrade Clemente Quinta, com cerca de 80 anos de idade, natural de Cintrão, concelho do Bombarral, hospitalizada no Serviço de Medicina do CHO, foi dada como morta através de um telefonema feito por um funcionário daquela unidade hospital para uma filha da idosa.
No último domingo, Maria do Rosário Quinta recebeu pelas 09h00 uma chamada a comunicar que a sua mãe que está internada desde o dia 2 de setembro por problemas cardíacos tinha falecido às 02h20 da manhã. Só duas horas depois é que o Hospital deu pelo erro e voltou a telefonar à filha da utente a comunicar que sua mãe estava viva e que tinha havido por lapso uma troca de números de telefones.
A senhora que recebeu o telefonema comunicou de imediato à sua irmã a morte da mãe, e ambas se dirigiram a uma agência funerária para tratar do funeral.
“Como é normal enervámo-nos e chorámos a morte da nossa mãe”, disse ao Jornal das Caldas a filha da doente que também comunicou a morte da avó às suas filhas que estão em França. “Elas foram de imediato à Internet marcar viagem para virem ao funeral e quando eu soube do engano já elas tinham comprado o bilhete de avião para Portugal que não é reembolsável”, adiantou, a queixosa.
A filha revelou ainda que a agência funerária ligou para o hospital para saber quando podiam ir buscar o corpo e que lhe foi dito que “os papeis ainda não estavam prontos”.
A sua irmã Maria Guilhermina Andrade da Quinta Rodrigues disse ao Jornal das Caldas que lamenta o sucedido mas não pode deixar de divulgar o engano do hospital para que não “aconteça a outra família”. “É uma pessoa idosa mas não deixa de ser a minha mãe e sofri muito com a notícia da sua morte”, sublinhou, a filha.
As irmãs deslocaram-se ao hospital no domingo para saber o que tinha acontecido e segundo, uma delas “ainda houve um enfermeiro que me disse que eu tinha percebido mal o telefonema”.
Na segunda-feira a assistente social do hospital ligou a pedir que se dirigissem ao hospital. Foram recebidas por um enfermeiro e diretor do serviço que segundo as queixosas “admitiram o engano e pediram desculpa pelo acontecimento”.
Fonte: Comercio e Noticias

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