“O dia fácil foi ontem”. Este é o lema da 4.ª Companhia, do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), da Unidade de Intervenção, da Guarda Nacional Republicana (GNR), que está sedeada em Braga. Com uma dupla missão, protecção e segurança, a Companhia cobre os distritos de Braga e de Viana do Castelo, com três Centros de Meios Aéreos (CMA) localizados em Braga, Fafe e Arcos de Valdevez.
A prevenção é a forte aposta deste grupo operacional junto das populações. Sessões de esclarecimento, palestras e o contacto directo com a população, fazem parte de um plano de sensibilização para a protecção florestal que a Companhia desenvolve, como forma de diminuir o número de ocorrências de incêndios.
Durante uma visita que Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e Altino Bessa, vereador do Ambiente, efectuaram ao centro de operações, foi possível perceber todos os contornos de funcionamento do GIPS, para realizar as suas acções de prevenção e de intervenção em situações de emergência de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes ou acidentes graves.
“Estes operacionais estão na primeira linha de intervenção em situações de emergência. Têm desenvolvido um trabalho excepcional na prevenção e na sensibilização da população, demonstrando uma inigualável disponibilidade e competência”, afirmou Ricardo Rio, enaltecendo as capacidades desta “brigada de profissionais altamente treinados”.
«Se fosse fácil não era para nós», é outra divisa do GIPS, cujos operacionais são recrutados nos quadros da GNR, passando depois por uma formação intensiva em diversas áreas de intervenção e, ao longo de todo o ano, recebem instrução e treino.
O capitão Manuel Moreira, comandante da 4.ª Companhia, salientou que a “segurança no combate aos incêndios é a máxima de todos os operacionais”, com, o objectivo de “apagar os fogos logo no início”.
BRAGA COM POUCOS INCÊNDIOS
Os números são animadores. “Comparativamente a outros municípios, Braga encontra-se muito abaixo da média em termos de incêndios florestais”, explicou o comandante. Até ao momento, Braga regista 29 ocorrências de incêndio florestal, sendo que 27 dessas intervenções foram em missão helitransportada e as restantes duas com meios terrestres. Quanto às buscas e resgates em montanha, foram registadas 19 ocorrências.
“Estes números são o resultado de uma forte aposta na prevenção e sensibilização das entidades e da população. A nossa actuação nessa matéria baseia-se na proximidade e numa atitude educativa e pedagógica perante os cidadãos”, esclareceu Manuel Moreira.
No que se refere à aplicação do Decreto-Lei 124/06, que regula o Plano de Fiscalização Preventivo, no município de Braga o GIPS efectuou 702 fiscalizações, percorrendo mais de 1.500 quilómetros e envolvendo cerca de 80 militares. No entanto, nestes casos “a sensibilização é a tónica dominante”, dado que do número total de fiscalizações, apenas dez deram origem a autos de contra-ordenação.
“Este é o resultado de uma postura menos coerciva em relação aos proprietários de terrenos. A aposta na informação e esclarecimento da população, aliada à sensibilização para as questões ambientais junto das escolas, das associações e da população em geral, tem sido uma prática desta Companhia e está, claramente, a dar os seus frutos”, referiu o responsável, sustentando que a preocupação do Município de Braga para com a 4.ª Companhia, dá “um enorme alento” ao trabalho que tem sido desenvolvido no terreno, “pois só com a interligação entre todas as entidades é que conseguiremos atingir os nossos objectivos”.
A finalizar, Ricardo Rio vincou que Braga será um “porta-voz das preocupações da Companhia junto das estruturas políticas nacionais, para que sejam garantidas todas as condições de operacionalidade e de conforto para os seus profissionais”.
A 4.ª Companhia do GIPS é composta por 80 Militares, dez viaturas ligeiras de combate a incêndios florestais, duas viaturas vocacionadas para missões de busca e resgate em Montanha, quatro viaturas de comando e transporte e quatro helicópteros ligeiros de combate a incêndios florestais.
Fonte: O Vilaverdense
