A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil (AsproCivil) defendeu esta terça-feira que os incêndios florestais podiam ser evitados se tivessem sido tomadas medidas de prevenção, e apelou às autoridades para que trabalhem nesse sentido.
Numa altura em que deflagra um grande número de incêndios, mais de dois mil só este mês, a AsproCivil lembra hoje em comunicado que, já em março e abril, tinha alertado "o país e as entidades responsáveis pelo setor da proteção civil", para o risco elevado de incêndios no verão.
No entender da associação, pelas características do inverno passado (com aumento substancial de combustíveis finos, vegetação rasteira), mas também pela "realidade dramática" de algumas associações de bombeiros, "que estão a entrar num processo de falência".
É necessário, defende a AsproCivil, que autoridades e população se concentrem nas medidas de prevenção, informação, fiscalização e autoproteção - um apelo feito ao Governo mas também à Autoridade Florestal Nacional, às Câmaras, às Associações de Agricultores, aos proprietários privados e às concessionárias das autoestradas e estradas. E que se criem áreas de proteção e acessos a meios operacionais, que se faça a limpeza de propriedades e de combustíveis finos nas beiras das estradas.
Fonte: Correio da Manha
