O Instituto Nacional de Emergência Médica não está a autorizar os seus funcionários a prestarem serviço de bombeiros. Esta acumulação de funções foi anteriormente autorizada, mas agora está a ser negada, dá conta a rádio TSF.
O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência indica que "a decisão atinge sobretudo elementos do comando. Mas outros elementos, que têm outras missões nos bombeiros voluntários, também estão a ver recusadas as suas autorizações para acumularem funções".
Cerca de 30 funcionários do INEM sempre puderam, "depois do horário de trabalho, ajudar os bombeiros voluntários mas agora não o podem fazer", informa o sindicalista Pedro Moreira, que considera a decisão "descabida e sem justificação".
Já o Conselho Português de Proteção Civil (CPPC) diz estar de acordo com a decisão do INEM. O CPPC "enaltece a coragem do concelho diretivo do INEM, por finalmente por cobro a uma situação que era do nosso ponto de vista ilegal e imoral. Finalmente o INEM teve a coragem de não autorizar a acumulações de funções incompatíveis entre agentes de Proteção Civil já que o facto de um funcionário do INEM ser simultaneamente operacional de outro agente de Proteção Civil coloca em risco o cumprimento e assiduidade de escalas de serviços no INEM", lê-se num comunicado enviado às redações.
Isto porque as "atividades de Proteção Civil são atividades de risco acrescido, e sem hora de início ou términos agendável. Por outro lado, em caso de acidente grave ou catástrofe importa que cada agente tenha a mínima garantia de poder contar com alguns dos seus colaboradores que não tenham sido diretamente afetados".
Recorde-se que o Governo tinha autorizado a dispensa de serviço público dos trabalhadores da administração direta e indireta do Estado.
Fonte: Noticias ao Minuto
