Uma corporação de Bombeiros em rota de colisão com a Direcção, não é invulgar.
Um corporação de Bombeiro fazer um ultimato à Direcção para resolução dos seus problemas, dando um prazo limite para a resolução ou deposição das fardas e convocando a população para uma manifestação de desagrado, não é apenas invulgar, mas notícia nacional.
Por cá, o pacto de silêncio Autarquia – Direcção de Bombeiros – Imprensa, mantém a iniciativa longe da agenda. Consegue-se fazer uma hora de entrevista, na Rádio Sines, ao Presidente da autarquia e nem um segundo se dispensa ao principal problema actual de Sines.
O PS continua no seu passeio triunfal do FMM (apesar do relativo fiasco da noite de ontem no Porto Covo) e a imprensa gozando os dividendos dos ajustes directos para publicitar o FMM e o alojamento e refeições pagas pela autarquia, mantêm-se bem longe deste suposto normal acontecimento.
Se por ironia do destino no momento da manifestação dos Bombeiros ou após a deposição das fardas, houve um incêndio ou outro acidente durante as FMM, os jornalistas e o PS confundiriam com fogo-de-artifício ou actividades radicais.
Vergonha.
De igual modo, quantas noticias, sobre a degradação de habitações onde residem cidadãos carenciados e doentes, correm as páginas de jornais e noticiário televisivos? Por cá, um manto de silêncio cobre os acontecimentos desta natureza. pela simples razão que estes acontecimentos não fazem ajustes directos, não pagam alojamento, nem refeições.
Fonte: Diário de Sines
