Os Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros foram alvo de uma auditoria por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) cujas conclusões foram remetidas para o Ministério Publico (MP).
"O inquérito foi concluído e nele se apurou um conjunto de factos que indiciam a possibilidade de existência de matéria do foro penal, pelo que as conclusões foram remetidas ao MP para efeito de avaliação e eventual acção penal", adiantou fonte oficial da ANPC.
A corporação de bombeiros foi notificada para devolver cinco mil euros, relacionados com parte de verbas direccionadas para o combate aos incêndios florestais, não gastas nessa área nos anos de 2012, 2013 e 2014. A direcção da associação humanitária já recorreu da decisão por não concordar. O presidente António Baptista, "diz que tudo se baseou em estimativas e não têm fundamento", mas admite que desconhece o que se passou em 2012, por ainda não estar nos bombeiros.
Segundo uma fonte ligada ao processo, "não estará em causa apropriação pessoal das verbas, mas sim procedimentos administrativos incorrectos".
A mesma fonte da ANPC esclareceu ainda que no decurso daquele inquérito "foram encontrados outros indícios de irregularidades que motivaram o desencadeamento de outros procedimentos administrativos tendentes a apurar factos e responsabilidades", mas não indicam quais.
O presidente da Federação de Bombeiros de Bragança, Diamantino Lopes, referiu que se trata de um "assunto interno da corporação" pelo que não faz declarações sobre o caso. O presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, admitiu ter conhecimento do inquérito, mas ressalva que o assunto não é do foro da entidade que dirige.
Fonte: JN
