Antigo Comandante da Protecção Civil Condenado pelo Crime de Peculato - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Antigo Comandante da Protecção Civil Condenado pelo Crime de Peculato


Gil Martins foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa por desvio de fundos. Terá ainda de pagar 102 mil euros ao Estado.

O antigo comandante da Protecção Civil Gil Martins foi esta segunda-feira condenado a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa por desvio de fundos. Os juízes das Varas Criminais de Lisboa, que deram como provado o crime de peculato, condenaram ainda Gil Martins a indemnizar o Estado em 102 mil euros. O Em causa estão está estão mais de cem mil euros que pertenciam ao dispositivo nacional de combate aos fogos florestais, mas foram usados para pagar refeições em restaurantes – alguns dos quais de luxo –, estadias em hotéis, material de fotografia, televisão e vídeo, telemóveis e equipamento informático. Segundo a acusação, entre 2007 e 2009 Gil Martins transferiu para os Bombeiros Voluntários de Barcarena, na qualidade de comandante da Protecção Civil, verbas superiores às necessárias, que depois utilizou em seu proveito ou de familiares e amigos seus.

Durante o julgamento, o arguido foi confrontado pelos juízes com facturas de restaurantes de centenas de euros, várias delas datadas do mesmo dia mas passadas por estabelecimentos de localidades diferentes. Só numa das vezes houve seis refeições em locais tão distintos como Coimbra, Espinho, Aveiro e Cadaval.

Gil Martins assumiu várias das despesas com naturalidade, embora afirmando não estar certo de serem todas suas. “Se eram restaurantes caros? Eram, se fossem comparados com a tasquinha da esquina”, respondeu em tribunal. Para acrescentar em seguida: “O meu tecto de despesa eram 80 milhões de euros. Com um estalar de dedos, sem ter de justificar nada a ninguém”.

Nas buscas à casa da sua ex-mulher foi descoberta uma máquina fotográfica de 1400 euros, um televisor LCD, uma câmara digital e um leitor de DVD, entre outros artigos. Tudo também pago pela Protecção Civil e adquirido sem concurso público. O antigo comandante alega que se tratava, na sua maioria, de equipamento do qual precisava para trabalhar. 

Fonte: Publico