Sensibilidade e Bom Senso pelas Mulheres Bombeiras - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 30 de junho de 2015

Sensibilidade e Bom Senso pelas Mulheres Bombeiras

Há muito que deixou de causar surpresa a presença nas mu­lheres nos quartéis, nos mais dis­tintos teatros de operações, nas mais diversas missões de socorro e proteção. Contudo, só agora co­meçam a ganhar expressão as di­reções no feminino.

De norte a sul do País, elas já estão na primeira linha das estru­turas operacionais e, a pouco e pouco, vão ocupando também a cadeiras da presidência dos vários órgãos sociais, assumindo merecido protagonismo nas equipas que dinamizam as associações humanitárias, detentoras de corpos de bombeiros.

Embora recusem criar destrinça, as diri­gentes acabam por reconhecer uma dife­rença, sobretudo, de “estilo”, elas são mais maternais no trato, colocam sensibilidade nas atitudes e consolidam com bom senso as posições assumidas.

Em Chaves, ou na Amora, só para citar alguns exemplos, porque felizmente outros existem, as presidentes são figuras pre­sentes, que tratam pelo nome cada um dos bombeiros, que lhes conhecem as histórias de vida, que se preocupam com a “flores­ta”, não descurando cada uma das árvores que lhe dão vida.

Num destes dias tivemos a oportunidade de conversar com a presidente da Câmara de Tomar, que também, assume com orgu­lho, uma ligação afetiva com os “seus” bombeiros municipais, que ultrapassa em muito a união ou a confiança institucional exigida à responsável máxima pela prote­ção civil do concelho.

Curiosamente, é mais descontraída a forma como “elas” hoje geram o que, no passado, foi um feudo “deles”. Ainda que inseridas em equipas maioritariamente masculinas, as dirigentes brilham e contri­buem para mais uma importante mudança no setor.

No vasto e heterogéneo movimento do voluntariado, as mulheres há muito que têm uma posição de destaque, obra feita, conquistas asseguradas, pelo que estava na hora de abrir as associações humanitá­rias a novas dialéticas, até porque os cor­pos de bombeiros há muito o fizeram e com resultados muito positivos. Já há mesmo quem considere que o futuro próximo po­derá trazer uma mudança ainda mais radi­cal, consubstanciada em contingentes maioritariamente femininos.

Sem tiques ou preconceitos feministas, importa reforçar que as mulheres não são melhores, nem piores que os homens nesta missão, são, tão só, diferentes e essa di­versidade de pensamento, de posiciona­mento ou de ideologia, só pode mesmo acrescentar valor à causa!

Sofia Ribeiro
Foto: Mário Mendes