Centenas de bombeiros profissionais fardados, provenientes de todo o País, manifestaram-se ontem, em Lisboa, contra a falta de efetivos e pela progressão na carreira.
No final do protesto, admitiram avançar para a greve. "Podemos vir a realizar greves, vigílias, tudo. Não podemos deixar que as cidades mais importantes de Portugal corram risco. Neste momento, temos a população em risco, e nós [bombeiros] corremos risco, sem alarmismo e sem demagogias", afirmou o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto. Em causa está a falta de efetivos, estatuto profissional, horários de trabalho, novas regras de aposentação e de progressão na carreira, reivindicações que constam de um documento elaborado há cerca de três anos pelo Ministério da Administração Interna (MAI) e que foi remetido para as secretarias de Estado da Administração Local e a da Administração Pública, onde se encontra, até agora, sem avanços.
Segundo Fernando Curto, faltam mais de 5000 bombeiros profissionais (existem cerca de seis mil), referindo, como exemplo, que em Lisboa o quadro normal de sapadores é de 1112, estando apenas ao serviço pouco mais de 700. No Porto, deveriam existir 500 mas não chegam aos 200.
Fonte: CM
