Uma das Sociosferas do século XXI é determinada pela produção de "Artefactos Inteligentes" . As máquinas de processamento de informação ( vulgo computadores ) , estão a ganhar competências de aprendizagem autónoma, e daí para a inteligência é um passo . A aposta em áreas de Desenvolvimento de Inteligência Integrada de Serviços ou as novas linhas de produtos de Inteligência Artificial por parte da Google e do Facebook ficam sumamente justificadas ( Francisco Lavrador Pires, 28 de Janeiro de 2013 ) .
Não existe aqui propriamente nada de muito novo. Os VANT - Veículos Aéreos Não Tripulados ou UAM ( Unmanned Aerial Vehicles ) conseguem adaptar-se às equipas de combate a incêndios através de uma capacidade aumentada para a ação e a tomada de decisão autónoma.
Os esforços desenvolvidos pelos bombeiros sobretudo em edifícios altos são extremamente arriscados, e este é apenas um dos contextos em que o "drone-bombeiro" pode ser uma preciosa ajuda para mitigar o risco.
A questão do risco é um assunto da maior importância mas a capacidade dos veículos não tripulados para executar trabalhos sobre catástrofes são muito mais vastas, podendo funcionar em prevenção e patrulhamento de zonas de alto risco como em áreas/zonas industriais e comerciais bem como na componente florestal.
As inovações originadas pela integração de software nos artefactos aéreos móveis estão agora à disposição das Instituições de Protecção Civil .
A entidade responsável pela Organização da Gestão da Emergência em caso de incêndio pode fazer um planeamento dos drones para inspecção do cenário antes da intervenção, sabendo que os drones podem desempenhar funções diversificadas e complementares como de combate, de reconhecimento, de assistência e de repórter, tirando fotografias e mesmo vídeos em tempo real para posterior visionamento e captação das “Lições Aprendidas”.
Na frente da industria de produção de drones está a Geoborn – Holanda, que faz o Knight Hawk, um drone com sensores de calor e um sistema de navegação inteligente.
A segunda década do século XXI está a revelar as máquinas de aprendizagem por sobre as máquinas de automação. Os modos de trabalhar, viver e mesmo de lazer não são os mesmos e portanto existe uma necessidade de perceber a nova sociologia do desenvolvimento.
Os países e sociedades que se mantêm apenas na revolução da informação ficam amputados da parte benéfica que só as sociedades de conhecimento podem extrair. Nas sociedades do conhecimento, as questões de natureza ética, política, económica e mesmo jurídica não devem ser deixadas para quando os sistemas são destruídos. Tem de haver a capacidade de agir de forma prospectiva, “desaprendendo” e “desconstruindo”, mas sem nunca perder a missão maior de uma Sociedade Convivial através do aprofundamento das Humanidades Digitais.
Em breve, a capacidade de discernir entre milhares de milhões de textos em modo de leitura-máquina farão da aprendizagem – máquina e das máquinas de aprendizagem algumas das Literacias essenciais para as pessoas, as instituições e as empresas do Século do Conhecimento Computacional.
A Sociedade Digital e a Culturómica passarão a ser reflectidas e leccionadas também nas Escolas de Bombeiros !
