Um ataque de homens armados às instalações em Paris do jornal satírico Charlie Hebdo provocou pelo menos 12 mortos e dez feridos, dos quais quatro em estado grave, segundo o último balanço das autoridades francesas.
Dois homens encapuzados terão entrado com armas no edifício perto do centro da capital francesa e terão começado a disparar, segundo testemunhas. Os presumíveis autores foram vistos a sair do local.
Entre as vítimas estão dois agentes da polícia e vários jornalistas do semanário Charlie Hebdo, incluindo quatro dos maiores caricaturistas do jornal: Charb, Cabu, Wolinski and Tignous.
A redação do jornal satírico já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criiminosa destruiu as instalações.
De acordo com a NBC News, o incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia, após a destituição do Presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islamita Ennahda, no qual o profeta Maomé era o "redator principal".
"Um crime bárbaro e um atentado terrorista"
O Presidente francês está no local do ataque e convocou uma reunião de emergência no Palácio do Eliseu para esta tarde.
François Hollande já classificou o ataque como "um crime bárbaro e um atentado terrorista". França está agora em alerta máximo. A proteção foi reforçada nas redações dos jornais franceses, nos transportes públicos e locais de culto.
Fonte: RTP
