Espera 40 Minutos pelo INEM e Acaba por Morrer - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 10 de janeiro de 2015

Espera 40 Minutos pelo INEM e Acaba por Morrer

Um homem de 63 anos morreu, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, depois de ter estado 40 minutos à espera da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), escreve o Jornal de Notícias, que acrescenta que o tempo de espera no INEM está a aumentar. A falta de técnicas é para o sindicato a causa destes atrasos.

No passado dia 2 de janeiro, o INEM atingiu um recorde no que ao tempo de espera no atendimento diz respeito. O tempo médio para atendimento foi, de acordo com o Jornal de Notícias, de 102 segundos quando no mesmo mês do ano anterior tinha sido de 22 segundos.

Nesta manhã, contou ao Jornal de Notícias o presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência, estavam a trabalhar 20 operadores, embora o INEM garanta que estavam ao serviço 38 dos 40 trabalhadores previstos.

“É assustador. Há pessoas a morreram na rua por falta de assistência. Ligam para o 112 e não são atendidos ou quando os meios chegam já é tarde”, denuncia o sindicalista Ricardo Rocha.

Apesar dos 102 segundos de média de espera, a verdade é que dia 2 nem foi o que mais chamadas recebeu: 3.883 contra as 5.115 registadas no dia anterior.

O Jornal de Notícias dá conta que um homem de 63 anos morreu depois de ter esperado 40 minutos pelo INEM. Segundo esta fonte, os bombeiros ligaram várias vezes para o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) a pedir reforço médico, uma vez que o paciente estava com dificuldades respiratórias e o estado de saúde continuava a agravar-se.

Segundo a mesma fonte passaram 40 minutos desde que os Voluntários Espinhenses iniciaram contactos com o CODU até que o médico alcançou o paciente que, acabou por morrer ainda antes de chegar ao hospital.

O presidente do INEM garantiu ao Jornal de Notícias que “a demora não pode ter sido 40 minutos, talvez nem chegue aos 30”.

“Se eu fosse bombeiro e não conseguisse ligar para o CODU usava o rádio da ambulância e acionava o botão de emergência”, atirou Paulo Rocha para quem o “atendimento não está em causa”.

Fonte: Lusa