A Prioridade, Não é Um Direito Absoluto - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Prioridade, Não é Um Direito Absoluto


A prioridade, só por si, não é um direito absoluto. 

Segundo a legislação em vigor o direito de passar em primeiro lugar em relação a outro depende de situações, muito concretas, que o proporcionem. No entanto, essas situações, podem estar sujeitas a alterações que a condicionam.

Muitos são os condutores que sabendo ter prioridade, insistem em não observar a segurança da mesma em detrimento do conflito eminente. Forçam a passagem, muitas vezes, sabendo que tal pode vir a ter consequências nefastas.

É preciso saber abdicar de um direito

O meio de circulação rodoviário é um conjunto de acções complexas que integra não apenas o condutor, seja de que  tipo de veículo for, mas também os peões, muitos diferentes uns dos outros, assim como animais.

Ainda que haja regras que regulam a forma como se deve transitar, a verdade é que essas regras não tem um alcance absoluto, ou seja, não chegam a todos os peões, muito menos aos animais e não são compreendidas ou apreendidas por todos os condutores.

Muito recentemente, uma alteração à regra da prioridade veio alterar de forma radical, e aqui radical não tem o significado de extremista, mas sim de comportamento, a prioridade de passagem, nas interseções, quando no local está presente um velocípede.

Esta foi uma alteração já muito debatida, é verdade, mas pouco apreendida. Não podemos evocar desconhecimento da legislação em vigor, mas a bom rigor sabemos que muito se fala mas pouco cuidado houve em, realmente, informar e formar todos os intervenientes com o novo enquadramento legal.

Os elementos mais vulneráveis

Os ocupantes mais vulneráveis do meio rodoviário são, sem dúvida, os ciclistas, os peões e os animais. No entanto, os elementos que menos vulneráveis em conflito directo com estes não têm o cuidado de analisar essa vulnerabilidade e perceber que devem, por vezes, abdicar de uma eventual prioridade em relação a eles e dessa forma evitar um mal maior.

Devemos observar que em caso de acidente, o menos importante é quem tem razão, mas sim que ninguém saia magoado da ocorrência. O que nunca saberemos é se tal vai acontecer antes do conflito. Assim, mais vale prevenir do que remediar. Por isso se fala tanto em “Prevenção Rodoviária“.

Podemos conduzir veículos prioritários, mas nunca nos esqueçamos que não podemos colocar terceiros em risco, o facto de por vezes transportarmos situações de emergência eminente com risco de vida para as vitimas, não nos dá qualquer direito de colocar pessoas ou bens em risco.

Não quero com isto criar qualquer tipo de atrito, até porque, eu sou daqueles que ando todos os dias na rua com ambulâncias de emergência, tudo isto não passa simplesmente de uma chamada de atenção a todos nós que colocamos a nossa própria vida em risco em prol dos outros.

Esta é a nossa vida, esta é a Vida de Bombeiro.