A “Guerra” das Macas - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 11 de janeiro de 2015

A “Guerra” das Macas


A Renascença acompanhou uma equipa de ambulância dos Bombeiros Sapadores de Gaia na resposta a uma ocorrência.

Manhã de sexta-feira. Ouvem-se os silvos, no quartel dos Sapadores de Gaia e a guia de marcha nos altifalantes: “Aviso para a BS02, Avenida Manuel Pereira Lopes – Mafamude – a pedido do CODU”.

Os Sapadores são chamados para o primeiro serviço do dia. A resposta é pronta. Segundos depois da chamada, António já ligou a sirene e conduz a alta velocidade a ambulância. Um homem que desmaiou duas vezes seguidas espera assistência.

António não sabe, ainda, que movimento vai encontrar na urgência do Hospital Santos Silva: “Aconteceu, ainda esta semana, estar lá hora e meia a duas horas, com as macas presas. Pacientes que ficam retidos, no corredor, à espera que haja uma maca disponível que permita libertar a nossa”.

A ambulância segue com o paciente na ambulância, devidamente estabilizado, para o hospital. À chegada, o serviço de urgência parece calmo e há vaga no parque. António conta que, por vezes, há ambulâncias ali paradas à espera que seja devolvido o material de imobilização ou as macas. Nessas alturas, é difícil estacionar. Depois de levar a vítima à urgência, é preciso aparcar fora do hospital e regressar mais tarde para recolher a maca.

Júlio Miranda, um dos dois bombeiros da ambulância, já levou o paciente à triagem e – desta vez – não foi preciso esperar muito pela devolução da maca. Apenas 19 minutos. Quase nada, comparando com outros dias desta semana, conta Júlio: “Ultimamente tem sido muito mau. Os hospitais não estavam a dar resposta, não sei se por falta de equipamentos disponíveis, se devido à grande afluência”.

Já António conclui que há, agora, maior procura das urgências porque a população está cada vez mais envelhecida e o pico de frio deixa mais pessoas em dificuldades respiratórias.

Qualquer que seja o motivo, a devolução de macas chegou a demorar, nos últimos dias, quase duas horas. Júlio não tem dúvidas: “Isso dificulta o nosso trabalho. Temos que recuperar o material para responder a outra urgência. Do hospital o que nos dizem é que não tem capacidade de resposta para tantas ocorrências que tem surgido”.


Fonte: http://rr.sapo.pt/