O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e recandidato ao cargo no congresso que decorre em Coimbra revelou hoje que o Governo vai aumentar o seu apoio aos bombeiros em 12 por cento na futura legislação.
Jaime Marta Soares, que respondia à s crÃticas do seu opositor Joaquim Marinho, disse que podia "garantir, sem dúvida nenhum, que nenhuma associação diminuirá o que detém neste momento e de tudo o que pode ir desenvolvendo, vão ter um aumento global no mÃnimo, só da parte do Governo, de 12 por cento".
O secretário de Estado da Administração Interna tinha dito na sexta-feira, na sessão de abertura do 42.º congresso da LBP, que a comparticipação do Estado na lei de financiamento dos corpos de bombeiros "vai ser significativa" em relação ao estado do paÃs.
Sem avançar com valores, por ainda faltar discutir a comparticipação das autarquias locais, João Almeida salientou que a futura legislação "permitirá um sistema estável e transparente" no financiamento das associações de bombeiros.
O governante, que foi várias vezes aplaudido, reiterou que a proposta de lei de financiamento vai entrar na Assembleia da República até ao final do ano.
Segundo o secretário de Estado da Administração Interna, a futura legislação contempla um valor mÃnimo que cada corporação merece receber, independente das suas caracterÃsticas, a que acresce depois um montante calculado em função da área, população, risco, corpo ativo e número de ocorrências.
"Os senhores que não estão a gostar disso queriam que o secretário de Estado viesse aqui dizer não e que não ajudava os bombeiros portugueses. Ele veio aqui dizer aquilo que foram as nossas propostas e os interesses dos bombeiros portugueses e que o Governo de cumprir e concretizar", sublinhou Jaime Marta Soares.
O presidente da LBP tinha sido criticado, momentos antes, pelo candidato Joaquim Marinho, presidente dos bombeiros de Sátão e da Federação dos Bombeiros de Viseu, que acusou atuais dirigentes de, em três anos, não terem resolvido as questões principais que afetam os bombeiros.
Fonte: Lusa

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