Augusta dos Reis, 83 anos, terá caído quando estava na adega de casa. Idosa encontrava-se sozinha e não terá conseguido levantar-se. Ficou submersa.
É uma triste ironia do destino. A minha mãe nunca bebeu álcool e morreu afogada no vinho". Era num misto de incredulidade e de revolta que as filhas de Augusta dos Reis, de 83 anos, lamentavam a morte trágica da mãe, anteontem à noite, afogada num lagar de vinho, em Bustelo, Chaves. A idosa, que estava sozinha em casa, terá caído e não conseguiu levantar-se.
Foi encontrada pelo genro submersa no mosto.
Quando, anteontem, às 21h15, o genro de Augusta entrou na adega, na rua do Calvário, na freguesia de Bustelo, percebeu que algo de errado se passava. A porta estava aberta e a luz acesa, mas não havia sinal da idosa. Só então se apercebeu de que a sogra estava submersa no vinho. "Ele viu os chinelos da minha mãe junto ao lagar e, quando olhou para dentro, só viu a roupa a boiar", contou, em lágrimas, a filha Conceição Reis.
O familiar pediu ajuda aos vizinhos. Viraram a idosa e perceberam que não respirava. Foram alertados os bombeiros e a equipa do INEM de Chaves, que, assim que chegaram ao local, perceberam que a vítima estava morta. Apesar dos seus 83 anos, Augusta dos Reis nunca tinha deixado de trabalhar no campo. "A minha mãe era apaixonada pelas vinhas que tinha herdado dos pais, e esse trabalho era o único que a mantinha entretida", recordou a filha. As funções na adega eram asseguradas pelo genro; porém, na quarta-feira à noite, a idosa terá preferido não esperar. "Achava-se capaz de fazer tudo sozinha", lamentou outra filha, Rosa, visivelmente consternada. O funeral realiza-se hoje à tarde.
Fonte: Correio da Manhã

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