A densidade de gases tóxicos concentrados nas encostas próximas do Monte Ontake impede as equipas de socorro de permanecer no local em busca de mais vítimas. Há 36 mortos confirmados.
Os gases tóxicos e as cinzas do vulcão do Monte Ontake, que subitamente entrou em erupção no passado sábado, obrigaram as autoridades japonesas a suspender esta manhã as operações de regaste de mais vítimas. O número de mortos subiu hoje para 36, após a descoberta de mais cinco cadáveres.
Segundo Naofumi Myairi, porta-voz da polícia de Nagano, apenas oito corpos foram transportados por um helicóptero militar até à hora em que as manobras de resgate foram interrompidas.
Mais de 200 soldados e bombeiros, incluindo unidades com equipamentos de deteção de gás, integravam a missão de busca perto do pico do Monte Ontake, situado a 100 quilómetros a noroeste de Nagoya, entre as cidades de Gifu e Nagano, na ilha de Honshu. Quatro vítimas foram transportadas no domingo, sendo que as equipas regressaram hoje ao local para retiirar as restantes 32.
Katsunori Morimoto, um membro das autoridades locais, diz que os trabalhos foram interrompido devido ao aumento na atmosfera do gás tóxico e cinzas, uma vez que o vulcão, o segundo mais alto do Japão, a 3067 metros de altitude, continua a expelir fumaça. O intenso cheiro a enxofre também é motivo de preocupação e forçou a suspensão das operações.
O vulcão de Monte Ontake eclodiu inesperadamente pouco antes do meio-dia de sábado, cobrindo toda a área circundante de cinzas. A imprensa japonesa informou que muitos dos corpos foram encontrados perto do cume, enquanto outros estavam enterrados em cinzas a uma profundidade de até meio metro.
Também esta manhã, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe falou publicamente para dirigir-se às famílias das vítimas. "Quero oferecer as minhas condolências às pessoas que perderam as suas preciosas vidas e expressar a minha solidariedade para com aqueles que sofreram por causa desta erupção. Vamos continuar a utilizar todo o nosso esforço nestas operações de resgate. Vamos estar alerta para novas erupções que possam surgir para proteger a vida dos cidadãos", afirmou.
A última grande explosão vulcânica no Monte Ontake aconteceu em 1979, altura em que mais de 200 mil toneladas de cinza foram expelidas. Nessa altura, no entanto, não houve mortes a lamentar.
Fonte: Expresso

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