O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, defendeu nesta segunda-feira a alteração da legislação, de forma a que cerca de 40 profissionais do Regimento de Sapadores Bombeiros da capital sejam promovidos para receberem de acordo com as funções que desempenham.
Após a entrega simbólica de fatos de equipamentos de protecção individual aos bombeiros, António Costa informou ter "insistido junto do Governo" para resolver a falta de progressão na carreira de vários profissionais do regimento.
O autarca indicou que a situação pode ser explicada devido à "grande pressão feita pelo Estado para precipitar a passagem à reforma de pessoas mais antigas", o que levou a uma "enorme perda de quadros com qualificação de chefes".
"Várias funções próprias de chefes estão a ser exercidas por bombeiros, que continuam a auferir vencimentos da categoria anterior", referiu o autarca, informando que a mesma situação já foi resolvida nas forças de segurança.
Para António Costa, "é absolutamente essencial assegurar a cadeia de comando do regimento, com toda a qualificação profissional e todo o profissionalismo de que este regimento deu testemunho", pelo que importa ultrapassar "a limitação legal", para "não fragilizar a cadeia de comando".
Sobre os equipamentos entregues, o autarca sublinhou a existência de "heróis por via da dedicação que todos dão diariamente à cidade". "Para que o façam é necessário que estejam nas melhores condições possíveis de protecção individual", acrescentou.
O comandante do regimento, Pedro Patrício, informou que os novos equipamentos servem para "colmatar os que estão em pior estado" e que foi iniciado o procedimento para adquirir mais material, nomeadamente botas e capacetes.
"Não é possível comprar todos ao mesmo tempo, são valores muito elevados e vamos fazendo por partes", afirmou o comandante, que admitiu que "o ideal seria cada bombeiro receber um novo (equipamento) e a cada três ou quatro anos ser renovado".
Em Junho, o regimento ameaçou fazer greve durante as Festas de Lisboa em protesto contra o "constante desinvestimento" da autarquia naquela corporação. Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa escreveu que os sapadores estavam "indignados com a inércia a que os executivos camarários, liderados pelo Dr. António Costa há já uma dezena de anos, têm votado o Regimento".
Os bombeiros contestavam o "número de operacionais insuficientes", o "estado lamentável" dos equipamentos de protecção individual, a inexistência de fardamento, o número reduzido de viaturas de socorro e quartéis a precisar de obras.
No entanto, após negociações entre o sindicato e o executivo municipal, a greve foi suspensa, com António Costa a comprometer-se com a abertura de concurso para promoções, a aquisição de fardamento e a entrada de 50 novos recrutas.

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