A população de Rio de Vide, Miranda do Corvo, viveu na noite de anteontem momentos de pânico com um incêndio a chegar perto das habitações e de uma unidade de saúde do foro psiquiátrico.
Apesar de a fase mais crítica relativa aos fogos estar por chegar, ontem, no Norte e Centro do País, os bombeiros combateram as chamas em zonas de mato em Penacova, distrito de Coimbra, e Torre de Moncorvo, Bragança. Em Miranda do Corvo a situação mais grave ocorreu quando as chamas se aproximaram de uma unidade de assistência a doentes do foro psiquiátrico, anteontem.
"Por cautela, por causa do fogo e do fumo intenso, foi colocada a hipótese de evacuarmos a residência. O incêndio poderia agitar e preocupar os nossos residentes, muitos dos quais sofrem de doença mental grave. Tivemos tudo preparado para que os doentes deixassem as instalações por algumas horas, mas não chegou a ser necessário", referiu ontem ao CM Jaime Ramos, presidente da Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional.
"A maior preocupação acabou por ser o fumo, pois a instituição tem faixas de contenção em redor do edifício. Tudo acabou por decorrer com normalidade", referiu. Aquela instituição acolhe 22 pessoas com doença mental, entre os 20 e 80 anos. "Foi um inferno nestes vales e montes. Uma das situações esteve muito complicada. As chamas andaram muito perto das casas e só face à ação dos bombeiros e da população é que não chegou às habitações", indicou António Almeida, habitante da aldeia.
"O vento estava muito forte e havia muito fumo. Com as chamas a aproximarem-se perigosamente da aldeia a população estava aflita", adiantou Esmeraldino Costa, morador em Rio de Vide.
Fonte: Correio da Manhã

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