Arcos de Valdevez defende bombeiros profissionais e ativos durante todo o ano - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Arcos de Valdevez defende bombeiros profissionais e ativos durante todo o ano

 


O presidente da direção dos bombeiros de Arcos de Valdevez defendeu hoje a profissionalização no combate ao fogo e o fim do atual modelo sazonal de combate aos incêndios, assente num reforço de meios no período considerado crítico.


“Não podemos continuar a reagir ao fogo. Temos de antecipá-lo. E isso só se faz com um dispositivo permanente, profissionalizado e devidamente articulado”, sustenta, em comunicado, Germano Amorim, a propósito do “elevado número de incêndios rurais deflagrados nos últimos dias” naquele concelho do Alto Minho.


O responsável defende o fim do DECIR – Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais e a criação de um dispositivo permanente, ativo durante todo o ano.


De acordo com Germano Amorim, “a situação operacional demonstra que o modelo sazonal já não responde à realidade climática, territorial e criminal que o país enfrenta”.


Por isso, o atual dispositivo de combate a incêndios tornou-se “insuficiente e desajustado”.


“Hoje, em Arcos de Valdevez e nos concelhos vizinhos, temos múltiplos incêndios ativos. Isto não é exceção — é a nova normalidade. O risco é permanente. O apoio também tem de ser”, alertou.


O responsável sublinha que “os bombeiros estão no terreno muito antes da ativação oficial do DECIR, enfrentando ocorrências exigentes com meios limitados, equipamentos desgastados e viaturas que acumulam avarias devido ao esforço contínuo”.


“Continuamos sem o reforço que só chega no verão. Isto não é planeamento. É improvisação”, lamenta.


Germano Amorim critica a lógica de “reforço apenas durante alguns meses do ano, afirmando que a abordagem “não só é ineficaz, como coloca bombeiros e populações em risco”.


Por outro lado, é precisa a profissionalização total dos bombeiros, pois “Portugal não pode continuar a depender de um sistema assente no voluntariado para enfrentar um risco permanente”.


“Não podemos continuar a pedir a voluntários que enfrentem um risco permanente com estruturas temporárias. O país precisa de bombeiros profissionais, dedicados a tempo inteiro, com carreiras estáveis, formação contínua e meios adequados”, avisa


Reconhecendo o voluntariado como “uma força essencial e insubstituível”, o diretor refere que “não pode ser a base estrutural de um sistema que enfrenta riscos permanentes, complexos e cada vez mais violentos”.


“O voluntariado deve ser valorizado, mas não pode continuar a ser o pilar central de um sistema que exige resposta permanente, técnica e altamente especializada”, diz.


O responsável sugere, por isso, a criação de “equipas profissionais reforçadas durante todo o ano”, a manutenção contínua de viaturas e equipamentos, um investimento estável e não sazonal, a articulação operacional permanente entre bombeiros, proteção civil e forças de segurança e “estratégias de prevenção que não dependam do verão”.


O Minho

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